Novembro 11, 2009

Quente, mesmo, é nos jardins – parte 3

Nesse final de semana que foi super calorento aqui em São Paulo fiz um footing básico e  fui ver a simpática exposição de ornamentos indígenas que está no Conjunto Nacional e tomar uma cerveja sozinho pra pensar na vida. Então D. me ligou dizendo que tinha uma surpresa pra mim, que eu ia adorar, que eu tinha que ir para a casa dele a qualquer custo. E eu estava um pouco relutante em aceitar o convite porque precisava daquele tempinho comigo mesmo. Apesar de dizer isso pro D., ele disse que a surpresa valia muito a pena, e paguei pra ver.

O D. é meu amigo de anos. Nos conhecemos num Mercado Mundo Mix na época que era na Barra Funda. Ok, pare já de calcular minha idade e foca na história.Ele sempre teve uma vida pra lá de confortável, sem preocupações com dinheiro ou sexo. E gosta muito dos dois. Ele parece um Zac Effron de 35 anos com um corpo meio surfistinha. Um dia ele estava no banho me pediu para pegar uma toalha. Vi de relance que ele tem um pau de um bom tamanho e uma bunda escultural.

Já estava no elevador do prédio dele. É antigo e tem um cheiro esquisito de talco. Ele abre a porta do elevador:

- Jorge, você não vai acreditar, olha quem tá aí na sala!

O que é uma biba sems ua amiga sapa? A C. tinha voltado se surpresa da Alemanha, depois de dois anos! E quem a acompanhava era seu primo de lá. Ele do castanho pro ruivo, mais ou menos 1.85 (apenas um pouco mais alto que eu) e era magro definidinho. Dava pra ver um muquezinho pela camiseta. Tinha olhos castanhos escuros e uns lábios finos, decididos, rosados.

Um outro amigo meu diz que a cor do lábio parece com a cor da cabecinha do pau, será que é verdade?

Aí o primo falava pouco. A C. traduziaalgumas coisas. Muitos sorrisos. Tinha uns movimentos muito suaves e adoro homem delicado. Olhava demais para mim. Acho que era essa a verdadeira surpresa que me aguardava.

- “Ich spreche ein Bischen deutsch”, disparei que falava um pouco de alemão e ele ficou muito surpreso. Expliquei que era por já ter viajado para lá algumas vezes. Mas daí a gente tem que apelar para o inglês mesmo. Se estivessemos na internet, queria mesmo era já fazer aquelas perguntas básicas antes de partir para o ataque: “O que curte? Qual o tamanho do seu pau? Tá afim de que? Tem local?” hahahahahhaha Então manso fui chegando.

Aproveitei que sentávamos perto um do outro e eu o tocava de vez em quando. Ele parecia gostar daquilo, mas levantou-se, foi até uma mochila e sacou uma máquina fotográfica. Posamos eu, C. e D. e tiramos muitas fotos. Eu pedi pra ver. Enquanto passavam as imagens, com o rosto bem perto do primo, ia reclamando que eu estava horrível porque estava calor e eu tinha andado muito.  Ele achou bobagem, que eu estava era ótimo. Que gentleman. Então a coisa começou a ficar mais interessante. Sabe quando a gente termina de ver as fotos recém tiradas e a pessoa tem fotos antigas na máquina? Eram fotos de uns projetos de faculdade, e uns amigos gatíssimos também. Ele fazia mestrado em arquitetura. De repente começo ver fotos de uma sauna. E o primo estava nú com os coleguinhas dele. Também acho que esse pudor com a nudez uma coisa latina de que podíamos nos livrar, mas eu achei meio esquisito. E muito interessante! Principalmente porque não tinha um ali na foto que não fosse parecido com algum modelo do badpuppy.

Para afastar o calor, o D. trouxe taças com vinho branco quase gelado. Sabe naquela temperatura certa? E ficamos os quatro conversando e tomando vinho enquanto caía a tarde. Bêbados e animados, nao percebemos a noite chegar e a luz da cidade que entrava pelas janelas bem abertas para ventilar o ambiente bastava para iluminar de azul o rosto do primo.

Para minha surpresa, C. e D. adormeceram na varanda. O primo e eu, largados no chão ríamos com essa bobagem. Estávamos soltos e senti a mão dele na minha cabeça.

- “Komm her zu mir”, ele me pedia para que eu me aproximasse. E afagado assim eu me desfiz em beijos na sua boca rosada. E será que a cabecinha era da mesma cor? Por debaixo da camiseta ele guardava um peito durinho, definido e tinha poucos pelos. Alcancei com a ponta dedos seus mamilos macios. Será que tinham a cor dos lábios?  Afastamos nossos rostos num curto instante e aproveitei para ver se meus amigos ainda dormiam. E ríamos, nos beijávamos.

Nosso beijo tinha sabor de Trocken. Safado que estava, fiquei com a mão do cós da bermuda dele. E fiquei brincando ali, enquanto eu o beijava, emulando uma indecisão que não existia,porque eu queria o pau dele. O meu latejava e eu respirava o hálito do primo e isso era muito, muito excitante. E eu queria pegar naquele pau. Com indicador, busquei um caminho para chegar lá. Logo alcancei a cabecinha que já tinha saído pra fora da cueca. Gente, o pau dele babava. Eu brinquei com a baba na cabecinha dele e ele gemia, pedindo mais. Ele não era circuncidado e brincava com sua pelinha, com a baba na cabecinha, minha mão indo cada vez mais fundo. Eu estava com fome. Provei nos meus dedos o gosto do pau dele. Ele se arrepiou com a cena. Deslizei sobre o corpo dele e calmamente desabotoei sua bermuda. Dei mais uma olhada para meus amigos, que felizmente ainda dormiam.

Descobri apenas a cabecinha do pau dele, que brilhava só com a luz da rua e com a baba. Seu cheiro de macho que vinha do pau pulsante era enebriante. Mas deixei o melhor para depois. Abaixei a bermuda dele e lambi calma e umidamente sua virilha direita, depois a esquerda. Ele gemia. Agarrei suas coxas  e lambia seu saco de cima a baixo. Sim, os lábios e a cabecinha tinham a mesma cor. Subi pelo pau para ganhar o meu prêmio. Encostei a cabecinha do pau dele para sentir seu calor. Com a ponta da língua, provei o seu mel. Estava tão gostoso que passei a língua em toda sua cabecinha e comecei a engolir. Fui com fome e com sede até sentir sua pica encaixar no céu da minha boca, até senti-lo no fundo da garganta. Ele não acreditava no quanto eu o engolia. Com a outra mão eu me masturbava, ou agarrava o caralho dele. Ele se contorcia de prazer e começou a fazer movimentos de vai e vem na minha boca, me castigando. Ah, que rola gostosa.

Ele levantou a camiseta e pude brincar com seus mamilos, agora muito duros; sua pele, arrepiada. Ele arqueava as costas e me socava rola na boca. E o pau dele não parava de me pingar aquele doce mel.

Sua respiração estava muito rápida. Com as duas mãos, eu pegava na bunda bem formadinha dele e o ajudava a meter na minha boca. Ele arrancou meu rosto do seu pau e gozou, abafando o grito de prazer. Gozou muito e não parava. Notava que seu corpo todo se apertava para jorrar aquela porra toda. E eu juntei a minha porra à dele, em sua barriga que ensaiava ser tanquinho.

Ele me convidou para passar duas semanas na casa dele. Será que vou?

Novembro 4, 2009

Quente, mesmo, é nos Jardins – parte 2

Antes de qualquer coisa queria fazer uma minúscula parte didática: nós, homens gays, na maioria dos casos, não queremos mudar de sexo. Não queremos ser mulher. Mas quando a gente acha alguém que faz a gente de putinha, daí é outra coisa.

Lógico que antes de socorrer o meu amigo H. eu peguei o telefone daquele maravilhoso da festa. E quando me senti saudoso do cheiro amadeirado do seu perfume e da maciez da bunda gostosa dele, liguei. Ah, que bunda gostosa. Recheava direitinho aquele jeans preto que ele usava. E, falando em recheio, na penumbra enchi a mão daquele pauzão gostoso, pesado, na medida. E como eu queria mais! Eu queria tudo, tudo dele.

Mas agora, passada quase uma semana do nosso encontro, tinha um problema: como ligar para um cara delicioso, por quem você nutre um especial interesse – que deixa a gente de perna bamba só de pensar – e não parecer desesperado. Sim, porque a fome por sexo é uma necessidade detectável à distância, e que afasta as pessoas. Então eu ensaiei ligar para ele durante a tarde, já que a concentração dedicada ao trabalho me era roubada por tantas cenas quentes, imaginadas para logo mais – se ele aceitasse o convite.

Convido-o para um café? Ou para uma “breja” – mais macho, não? E começo com “Olá, tudo bem?” ou  ”E aí, brother?” Naturalidade, Jorge! Disquei e o coração acelerou quando ele atendeu. Risos nervosos. Ele gostou que eu liguei, está super receptivo. Eu vou respirando fundo e falando mais devagar para transmitir menos insegurança. Comentários sobre quem deu bas fond na festa. Ele perguntou do meu amigo e eu disse que não era nada demais. E disparo:

Querido, quer tomar um café comigo amanhã? A gente deixou um papo inacabado e eu te achei tão interessante…

É, foi meio sem jeito. Mas ele, solidário com a minha timidez e com a voz muito mansa, aceitou. De alguma forma eu escutava seu sorriso e eu desejava sua boca. Eu mal podia acreditar. Desligamos. Agora era pensar no mais importante, na roupa para encontrá-lo.

Fiquei numa mesa discreta na Galeria dos Pães. Ele chegou e salivei ao ver sua boca, seus olhos e sua mala. A energia durante esse café era impressionante. Algumas vezes tocamos as mãos. A princípio estávamos tímidos para trocarmos olhares, o que é muito paradoxal, porque para ele mostrar a rola para mim no canto da festa e eu apalpá-la não tinha vergonha. E olharmos nos olhos era mais íntimo que o beijo mais obsceno, ali na padaria. Os outros percebiam a energia. E eu queria acariciar seu rosto tão bonito, beijar seus olhos, acariciar seus cabelos. Ele diz:

- Quer dar um rolê comigo?

Fiquei em dúvida. Não queria que durasse uma noite só, então cogitei marcar para outro dia. Não dava para fugir de tanto tesão, e com ele saí da padaria para não sei onde. Não importava, nada importava.

Entramos no quarto, deixamos a luz baixa e sentamos na beira da cama. Ele tomou minhas mãos e as repousou nas suas coxas grossas. Suave o beijei os lábios. Respeitosamente o beijei. Suas mãos generosas e sem-fim, senza fine, como a música italiana, acariciavam meus ombros, numa massagem firme e certa do que fazia, enquanto nos beijávamos. Com as mãos agora na minha nuca, forçou meus lábios com sua língua, e eu o aceitei. Nossas línguas embaralhavam nossa respiração. E eu respirava seu hálito de macho.

Os beijos não paravam. Ele ora me beijava profundamente ora suavemente, brincando com meus lábios, lambendo-os com a pontinha da língua e eu, de volta, mordiscava os dele. Minhas mãos acariciavam seu peito, suas costas. Mudos e entregues à delícia, tirei sua camisa. Ah, os pelinhos na quantidade que eu gosto. Deitando-o na cama, fiquei sobre ele.

Estrategicamente beijei seu queixo e desci para esfregar meu rosto no seu peito gostoso e aconchegante. Logo achei seus mamilos e os lambia e mordia suave. Ele, com cócegas, quis me tirar dali, mas eu o segurei pelos braços, como se o crucificasse e quisesse que ele morresse na minha boca. “Aguenta”, eu disse.

Ele jogou a cabeça para trás e gemia gostoso, de olhos fechados. Tiramos as calças e o meu pau latejava. Era minha vez, logo ele veio por cima de mim.

Beijou-me a testa. Que beijo bom na minha boca. E passeou com sua lingua seguindo o caminho até o meu cinto. Ele abriu a fivela, olhando-me como quem vai fazer traquinagem. Desabotoou minha calça e passava o rosto devagar na minha rola. Meu pau despontava por cima da cueca e eu implorei que ele tirasse minha roupa. E ele ficou nu também.

Senti sua barba de um dia quando ele começou a lamber meu membro de cima a baixo. Arfante, ele subiu, me olhou fundo nos olhos e deu um tapinha na minha bunda. Mas de tapa eu não gostava. E, segurando seu punho suavemente, disse com delicadeza que não fizesse aquilo. E ele disse que tudo bem, mas que ia mamar mais na minha tetinha. Nossa, tetinha! Ele vai mamar na minha tetinha! Não tinham se referido os meus mamilos assim antes. Mas entrei no jogo e implorei que ele mordesse uma e apertasse a outra. Ai, que delícia. Ele, de olhos fechados e pendurado no meu mamilo dava um prazer inexplicavel, como se num instante aquele homem tinha baixado toda a guarda. E, frágil, estava no meu peito.

E ele desceu e chupou meu pau com gula. Ele se esforçava para engolir tudo, até as bolas. Mamava com convicto. E se masturbava vigorosamente. Acho que a cabeça do meu pau estava tocando fundo na garganta dele. Que gostoso! Dai ele lambeu uma bola, depois a outra, e levantando minha coxa, mordeu minha bunda. Que cócegas gostosas. Ele me virou de bruços e fez pesar seu corpo sobre o meu. Seu peito macho e peludo nas costas e o pau dele pulsando na minha bunda. Ele me mordia a nuca. Me virei para beijá-lo.

Não, eu não queria dar assim logo de cara. Então me posicionei e de ladinho fizemos um meia nove muito guloso. Pegava na sua bunda gostosa. Que bunda perfeita. E eu sovava o saco no rosto dele. Era melhor parar senão ia gozar.

Mudei de posição e nos beijamos e batíamos punheta bem rapidinho um pro outro. E, ele com os olhos embaçados, falou baixo, num quase sussurro: “Goza, sua puta”. De leve, segurei seu queixo, colei o corpo no dele. E o beijei. E esporrei tanto, tanto na coxa dele, de leve beliscando seu mamilo. E ele começou a gozar também, muito forte. Seu corpo tremia a cada jato de porra. E senti que, por alguns instantes, ele estava num estado de consciência inferior e delicioso.

Depois do banho, pedimos mais um café.

Outubro 29, 2009

Quente, mesmo, é nos Jardins

Meu namorado eu conheci no bota-fora do meu amigo D. que foi passar seu ano sabático viajando pela Ásia. A princípio era um petit comité para desejar boa sorte ao amigo, mas sendo ele muito popular e morador de uma bonita cobertura na Alameda Campinas, com vista linda, muita gente apareceu.

O lugar ficou cheio de caras gatíssimos iluminados pelas velas espalhadas pelo apartamento. Conversei com um cara muito exótico, de pais Armênios, mais baixo, olhos verdes claríssimos e que tinha uma cobra tatuada no braço; gostava de mais velhos. Meu outro amigo H., antes de sumir de vista,  concordamos que os mais charmosos, cheirosos e gostosos estavam naquela cobertura naquela noite. Era verão e tinha alguns de braço de fora, uns descolados de bermudinha e o ar cheirava a incenso e homem bom.

Mas o apartamento estava quente! Pedindo licença para entrar na cozinha apertada, entrei na fila para pegar uma vodca e socializei com os fumantes que disputavam a janela. De drink na mão, vi esse cara gato, alto querendo entrar, e eu querendo sair da cozinha. Nos olhamos e perguntei de que jeito íamos passar por ali. “Do melhor jeito”, ele disse, e convidou “Vem…”.

Como era 3 da manhã e eu já estava facinho. Tenho que admitir que em lugar seguro e com um pouquinho de bebida eu cato mesmo. O problema era como passar naquele corredor estreitinho. Escolhi passar de frente. Ele também! E ele esfregou a mala dele na minha. Ele foi passando devagar e quando quase terminava, me deu um beijo. O beijo dele tinha gosto de tequila. É boca de cafajeste. E me mordeu o queixo. “Quer dar uma volta?” e respondi que nem sabia o signo dele e ri nervoso. Eu sempre falo merda nessas horas. Parece que ele não se importou. Pegou minha mão e me levou para um canto na sacada.

Ali na sacada não conversamos muito. Ele me pressionou contra a parede e eu derreti no seu beijo, sentindo seu corpo musculoso. Seus mamilos, excitados, pediam para que eu entrasse mais fundo na brincadeira. Me tomou nos braços e o pulsar de sua ereção era de doce cadência. Coloquei a mão no bolso da calça dele e senti que o pau dele era grosso. Daí fiquei louco e quis… enfim, eu o quis. Alisei sua bundinha pela calça e ele desgrudou dos meus lábios para sussurar-me “que homem gostoso, pega aqui, vai”. E ele estava de pau pra fora! “Vai, guarda isso!”, eu envergonhado lhe pedi.

- Você quer que eu guarde ou que te mostre num lugar mais calmo?
- Seu safado – eu sorri

Suas mãos grandes passeavam nas minhas costas me deixando com os pelos eriçados. Pelo corpo todo. E eu não podia deixar de largar aquela boca e aquele cavanhaque macio.

De repente o H. apareceu desesperado e pediu para que eu o levasse dali. Não pude hesitar em não ajudá-lo, apesar de que eu estava, digamos, ocupado. Ele tinha cara de choro e, deixando meu telefone com aquele cara delicioso, resolvi levar meu amigo para casa. Saímos às pressas.

O H. me disse, chegando na minha casa, que ele tinha passado por uma história bizarra. É que ele resolveu ficar com um casal de namorados.

- Ai, H, que erro, né? Complicado…
- Eu subi para o banheiro com eles. A gente cheirou e os dois ficavam me alisando. Pegaram no meu pau, os dois me chuparam todo, mas olha…

O H estava arranhado, chupado.Parece que fizeram a festa nele, mas para meu amigo, não tinha sido nada divertida. Ele me confidenciou que os dois gozaram nele e ele se sentia sujo. Como ele literalmente estava, lhe ofereci uma toalha e ele tomou um banho. Menino do interior não estava acostumado com tanta informação e com tanta carga sexual. Fiz um chá para ele, que dormiu agarrado a mim, com medo do mundo.

E eu dormi pensando se aquele gato safado me ligaria logo, porque pra ele eu dava tudo.

Outubro 28, 2009

Cancún – I

Olha, eu ia deixar para publicar num outro dia, depois de ter configurado o blog aqui, mas uma história que eu tive aí não me sai da cabeça e acho que se eu não publicar, não durmo. Ela foi bem excitante para mim.

Eu tinha conseguido duas semanas de férias no meio do ano e daí combinei com o meu namorado, que então trabalhava temporariamente fora do país, que nos encontrássemos em algum país no meio do caminho, para que a gente aproveitasse e vivesse uma pequena lua de mel. Então, eu peguei um vôo para Cancún para vê-lo.

E como eu estava cheio de tesão! Me fazia muita falta aquele corpo gostoso e quente me abraçando de noite, roçando as pernas nas minhas, e alisando suave o peito. E dentro do avião já sobrevoávamos a floresta Amazõnica, eu mal achava posição naquela poltrona apertada – quem é alto sofre, não é – e queria muito dormir, apesar de extremamente ansioso.

Aproveitei a pequena turbulência para reclinar o meu assento mais um pouco e admirar as estrelas. E confesso que fui ficando relaxado a tal ponto que me peguei de pau duro. A biba mexicana do meu lado percebeu, acho – senti que ela ficou com àgua na boca. Era até que simpático e imaginá-lo com a cabeça entre minhas pernas era bastante divertido. Dentes bonitos, ele tinha. Mas quando a gente ama simplesmente não dá. Coloquei o fone de ouvido e acordei apenas no destino final.

Se você nunca foi para Cancún, te aviso que a hora de pegar a bagagem ali é um momento tenso. Bom, mas daí cheguei no hotel e para relaxar tomei um banho longo e refrescante. Logo senti que meu corpo inquieto precisava de mais do que aquilo para apaziguá-lo. A água morna caía lenta e mole no rosto e escorregava para as costas, o que deixou meu corpo trêmulo de um arrepio gostoso. Lentamente lavei os cabelos. Suave, sequei o corpo e aquele quarto todo branco da invasão do sol e de bom gosto minimalista me convidava para um momento breve de resguardo, porque eu sabia que dali a pouco chegaria meu namorado. Foi irresistível: em pouco tempo dormi escutando as ondas pela janela do hotel.

Cansado, não sonhava com nada, apenas sentia o algodão anuviado da cama king-size. É um bom hotel o Avalon.

Sinto um peso sobre mim na cama. Pelo cheiro, sei que é ele. Sorrio e finjo dormir. Aceitando o jogo, ele acaricia o meu rosto e num movimento contínuo beija-me suave a boca. Ensaio abrir os olhos naquela claridade toda, nossa, devo estar horrível! Mas o sorriso dele, de puro amor, me admira do jeito que eu estou como se eu fosse o único no mundo. E para ele, eu tinha certeza de que era mesmo.

Não se contendo, ele começou a tirar a própria roupa.  Hum! Ele tinha malhado um pouco antes e estava com o corpo durinho que rompeu a minha preguiça e eu o acariciei no peitoral. Nos olhávamos dentro da alma um do outro e suas coxas, grudadas na minha, não deixavam dúvidas de que eu seria consentidamente devorado. Pelo edredom, senti sua ereção pressionando a minha.

Voltou a beijar-me a boca e lento e faminto tentou meu pescoço com a ponta da língua, o que me deu um pouco de cócegas e muito interesse. Brincou com o meu mamilo direito. Ele sabe que é o meu preferido. Mordiscou, deu uma lambidinha. E o que eu podia fazer ali, sem poder me mexer muito, era abraçar o travesseiro de penas de ganso que sustentava a minha cabeça até então, cobrir com ele meus olhos e suspirar profundamente naquele momento de reencontro.

O safadinho desceu me beijando pelo lado do corpo e eu acariciava seus cabelos tão macios, tão bonitos. E eu me sentia mais relaxado e com os olhos mais afeitos à claridade. Vi seus olhos muito claramente e, lânguidos, imploravam por pelo menos um pouco do meu sexo. E assim eu ofereci a ele meu pau, que foi esfregado carinhosamente nas suas bochechas rosadas. E foi beijado com  ardor, da base até a cabecinha pulsante. Aquele hálito macho tão próximo do meu pau que pulsava no ritmo gostoso do amor me arrepiou.

- Me devora.

E assim ele foi descendo o meu pau numa boca macia e aconchegante, até tocar o fundo da garganta. Ele revirava os olhos sentindo meu gosto e meu cheiro. Nesse instante me senti à vontade em colocar minhas pernas sobre seu ombro e acariciar sua cabeça. Não, eu não queria ver, senão gozava.

Uma brisa trouxe um suspiro profundo e ele, ao perceber isto, avançou lenta e felinamente sobre mim sorrindo, e me sussurou: “Me toma”.

Abri os olhos e ele encostava a cabeça brilhante do meu pau bem na bundinha. E que bundinha linda ele tem. É do tamanho perfeito! Nem grande, nem pequena, mas gostosa de pegar, e de ver também. E eu, que quis sentir todo o calor daquela erupção de desejo, fui fundo. Ele reclamou um pouco porque fazia tempo, já. Mas passada essa pequena dificuldade, sentou-se completamente sobre mim, e me beijou ardentemente. Sua boca, ah como estava boa sua boca. E eu ali, deitado no paraíso, literalmente. E dentro de um homem tão gentil e tão gostoso.

E assim ficamos. Logo em seguida, tomamos um banho de mar.

Outubro 27, 2009

Sobre o blog

E aí, tudo beleza? Eu sou o Jorge e vou começar a compartilhar com vocês contos eróticos muito especiais, espero que eu consiga escrever com o bom gosto que desejo. As histórias são baseadas na minha vida mesmo e tentam refletir o que eu sou, que é esse cara safado e romântico. Participe comentando, tá? Quem sabe a gente não começa uma amizade e daí a gente não se conhece melhor?